A dramaturgia está ganhando novos formatos e, dessa vez, o Globoplay aposta em uma experiência diferente com “Nas Profundezas do Amor”. Nesta segunda-feira, dia 17 de agosto, o elenco e a equipe da nova novelinha participaram de uma coletiva de imprensa para falar sobre a produção, que estreia no dia 25 de agosto.
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Diferentemente das novelas tradicionais, a trama foi produzida em formato vertical e terá 50 capítulos de aproximadamente dois minutos. Dessa forma, tanto o ritmo das gravações quanto a construção da história precisaram seguir uma dinâmica diferente.
Desafio
Para Ana Beatriz Nogueira, interpretar Madalena foi uma experiência nova. Afinal, apesar da longa trajetória na televisão, a atriz também precisou se adaptar à linguagem da novela vertical.
“Foi uma experiência muito bacana. Todos que estão fazendo novela vertical, não tem nenhuma economia de qualidade. Eu continuo achando um mistério como se faz novela vertical. Eu preciso ver para aprender. Um novo formato independe do tempo que você tem de profissão”, afirmou.
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Além disso, Ana Beatriz também celebrou a oportunidade de interpretar mais uma mãe na televisão, embora, desta vez, com características bastante complexas.
“Na televisão, foi o lugar que eu mais fiz mães. Eu amo fazer televisão. Amo fazer uma mãe problemática”, contou.
Por outro lado, Jeniffer Dias destacou que o ritmo acelerado foi um dos principais desafios encontrados durante o trabalho. Na história, ela interpreta Serena nos primeiros capítulos, enquanto Jéssica Córes assume posteriormente a personagem, que passa a ser chamada de Carmem.
“Quando esse convite chegou, eu fiquei muito feliz. Fazer uma novela vertical é muito diferente porque o ritmo é outro. Eu faço só os cinco primeiros capítulos e a Jéssica segue. Eu faço a primeira parte, a Serena, e ela faz a Carmem. Foi incrível fazer a Serena, foi um desafio gostoso. A Serena é um docinho nessa primeira fase”, explicou.
Thaila Ayala comemora vilã
Entre os personagens que prometem movimentar a história está Zara, vivida por Thaila Ayala. A atriz, aliás, revelou que sempre teve vontade de interpretar uma vilã com esse perfil e se divertiu bastante durante as gravações.
“São dois minutos de capítulo e todo capítulo acontece uma grande revelação, uma grande briga, que prenda a atenção do público. A intensidade das gravações, era muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Foi muito intenso fisicamente para a gente”, relatou.
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Além disso, Thaila contou que Zara está entre as personagens com as quais mais se divertiu trabalhando.
“Eu era louca para fazer uma vilã como Zara, ela é má mesmo. Mas, ao mesmo tempo, ela é divertida. Eu me diverti muito fazendo, foi um dos personagens que eu mais me diverti”, afirmou.
Além disso, a atriz elogiou a parceria com Tamie Panet, que interpreta Mila, irmã de Zara.
“Eu e Tamie tivemos uma química muito boa e, com certeza, isso vai dar para ser notado”, adiantou.
Novidade
Para Joaquim Lopes, interpretar Romualdo também significou participar de um momento de experimentação dentro da dramaturgia.
“Eu fiquei animadíssimo quando recebi o convite. As pessoas têm uma pressa em criticar uma coisa que é mais desconhecida. Para mim, foi uma honra fazer parte desse começo. A gente está nos primeiros passos da novela vertical da TV Globo”, afirmou.
O ator também apontou uma das principais diferenças em relação ao formato tradicional.
“A diferença maior, para mim, é não ter tempo de construir ou aprofundar um personagem”, disse.
História precisa prender atenção a cada dois minutos
Para o autor Paulo Ferreira, o grande desafio foi justamente construir uma história capaz de manter o interesse do público durante episódios tão curtos.
“É um desafio. Esse formato da novela vertical pede o fato de que a gente tem que prender a atenção do público a cada dois minutos. A gente fez 50 capítulos de dois minutos. É muito difícil”, explicou.
Segundo ele, cada episódio foi pensado para cumprir uma função dentro da história.
“Outro desafio é a gente tentar trabalhar emoção, ação em uma história curta. Cada capítulo tem que ter uma função e entregar alguma coisa para o público”, afirmou.
O autor também revelou que criou uma estrutura detalhada antes das gravações.
“Eu criei uma escaleta prevendo tudo o que aconteceria naqueles 50 capítulos. Apesar dos capítulos curtos, as novelinhas verticais têm que ter fôlego para 50 capítulos. Tem que ter uma história, um mistério”, contou.
Além disso, Paulo explicou que a narrativa vertical possui outra particularidade: a concentração da história em uma única trama.
“Outra particularidade da novela vertical é que ela só conta uma história, a trama central. Tudo tem que estar a serviço da trama central”, destacou.
Futuro das novelas?
O diretor Cristiano Marques também falou sobre a adaptação da equipe à nova linguagem. Para ele, entretanto, o formato não deve ser encarado como uma substituição das novelas tradicionais.
“Acho que a novela vertical não é o futuro das novelas, são coisas diferentes. É um outro formato de se fazer dramaturgia”, afirmou.
Trama central
Ao assumir a personagem depois de Jeniffer Dias, Jéssica Córes encontrou uma história marcada por acontecimentos intensos.
“A carga dramática está muito presente. Foi muito desafiador, mas prazeroso demais. Eu e a Jennifer já temos uma história de vida de anos. Isso facilitou muito”, contou.
A atriz ainda deu uma pista sobre o que o público pode esperar da trajetória da personagem.
“É uma avalanche de tragédias. Depois disso tudo, não tem como manter tanta doçura”, afirmou.
Fonte: O Fuxico











