Manaus (AM) – O que inicialmente era tratado pela polícia como um ataque com quatro mortos ganhou uma nova linha de investigação após a prisão de um dos suspeitos. Ezenilson Silva de Sousa teria confessado à Polícia Civil participação na chacina ocorrida no bairro São Jorge, na Zona Oeste de Manaus, e apontado uma dívida com agiotas como a motivação para o crime.
Segundo informações repassadas à polícia, Ezenilson teria dito durante o depoimento que sabia que o pastor Francisco Chagas, de 81 anos, mantinha dinheiro guardado em casa. Endividado, ele teria decidido atacar o idoso para conseguir dinheiro e quitar as dívidas.
O relato apresentado aos investigadores coloca a questão financeira como uma das principais linhas para explicar o ataque que terminou com quatro pessoas mortas dentro de uma residência na Avenida São Jorge.
Ainda segundo a versão atribuída ao suspeito, um martelo teria sido utilizado contra as vítimas. Depois do crime, Ezenilson teria descartado a ferramenta em um igarapé.
A chacina aconteceu na manhã desta segunda-feira (17). Quando policiais militares chegaram ao imóvel, três vítimas já estavam mortas.
Entre elas estavam o pastor Francisco Chagas, Isabela Chagas, de 28 anos e o professor Guilherme Pereira Lima Filho, de 66 anos, da Faculdade de Educação (Faced) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
Uma quarta vítima ainda foi encontrada com vida e recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Conforme as informações iniciais da polícia, as vítimas sofreram agressões provocadas por arma branca. Dois corpos foram encontrados em um quarto e outro estava no corredor da residência.
Ezenilson foi localizado e preso no fim da tarde pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), poucas horas após o ataque.
Depois da prisão, ele foi levado para a unidade policial, onde prestou depoimento e, conforme as informações divulgadas até o momento, teria confessado participação no crime.
A polícia agora trabalha para confrontar a versão apresentada pelo suspeito com os demais elementos já reunidos durante a investigação.
Dinheiro é principal linha sobre a motivação
A informação de que o pastor seria mantido como alvo por saber que ele guardava dinheiro em casa passou a ser um dos principais pontos da investigação.
Ezenilson teria afirmado aos policiais que estava pressionado por dívidas com agiotas e que precisava conseguir dinheiro para quitá-las.
Ainda não foi esclarecido se alguma quantia foi retirada da residência após o ataque nem se o suspeito teria agido sozinho.
A DEHS continua investigando a dinâmica da chacina, a participação de cada envolvido e o que teria levado o crime a terminar com quatro pessoas mortas.











