Operação da Polícia Federal mira comércio ilegal de anabolizantes e desvio de insumos do Samu no AM

Deflagrada em Manaus e Tabatinga, ‘Efeito Colateral’ cumpre seis mandados de busca e apreensão; uma pessoa foi presa em flagrante na tríplice fronteira.

Manaus (AM) – A Polícia Federal deflagrou a Operação Efeito Colateral para apurar o funcionamento de um esquema voltado à importação, armazenamento, comercialização e aplicação de anabolizantes, peptídeos, substâncias para emagrecimento e medicamentos irregulares no Amazonas. As diligências foram cumpridas em endereços localizados nos municípios de Tabatinga (a 1.108 quilômetros da capital) e Manaus.

Ao todo, os agentes federais cumpriram seis mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. Entre os alvos inspecionados estão residências, estabelecimentos comerciais, instalações do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Tabatinga e o setor de cargas do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na capital amazonense.

Apreensão de Produtos e Suspeita de Desvio Público

Durante a ação ostensiva, as equipes apreenderam ampolas de anabolizantes, substâncias emagrecedoras de origem estrangeira, peptídeos, seringas, materiais de aplicação, dispositivos eletrônicos e documentos.

Entre os materiais arrecadados, os policiais identificaram insumos hospitalares que, segundo análise preliminar, podem ter sido desviados de estoques de Unidades Básicas de Saúde (UBS) e das bases do Samu. A PF instaurou procedimento para averiguar o histórico de lote, registros de entrada e saída e documentos de aquisição junto às secretarias de saúde locais para confirmar o desvio.

Prisão em Flagrante e Perícia Sanitária

Em Tabatinga, no trecho de tríplice fronteira, uma pessoa foi presa em flagrante após os policiais localizarem um estoque clandestino mantido em uma residência. O local contava com indícios de comercialização ilegal e aplicação de substâncias em terceiros.

Todo o lote apreendido pela Polícia Federal passará por perícia técnica e avaliação de fiscais dos órgãos de vigilância sanitária. O laudo deverá determinar a exata composição química dos produtos, se há falsificação de insumos, a regularidade perante a Anvisa e o nível de degradação causado por armazenamento inadequado.

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