Manaus (AM) – O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) deflagrou, nas primeiras horas desta quinta-feira (30/4), a Operação Dupla Face para desarticular um suposto esquema de irregularidades envolvendo agentes da segurança pública em Manaus, com foco em uma ocorrência específica registrada no dia 16 de abril de 2026. O investigador Alessandro Edward foi preso por envolvimento no caso.
A operação é coordenada pelas 60ª e 61ª Promotorias de Justiça Especializadas no Controle Externo da Atividade Policial (Proceapsp). Durante as diligências, um mandado de prisão preventiva foi cumprido contra um investigador da Polícia Civil. Além disso, as equipes executaram quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.
A investigação é um desdobramento direto de um caso ocorrido em meados de abril, quando um delegado e outro investigador já haviam sido presos em flagrante. Naquela ocasião, a Justiça converteu as prisões em preventivas durante a audiência de custódia, fundamentada em indícios de crimes graves cometidos no exercício da função.
A operação recebeu o nome de “Dupla Face” em alusão à conduta de agentes que, embora investidos de autoridade pública para proteger a sociedade, estariam utilizando o aparato estatal para finalidades ilícitas.
As medidas foram executadas com o apoio estratégico da própria Polícia Civil do Amazonas e da Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública. A integração entre os órgãos visa garantir que a apuração seja isenta e que eventuais “maçãs podres” sejam retiradas da corporação para preservar a imagem das instituições de segurança.
Segundo o MPAM, os materiais apreendidos, que incluem documentos e dispositivos eletrônicos, passarão por perícia para aprofundar a apuração dos fatos. O Ministério Público ressalta que o procedimento segue sob sigilo para preservar a eficácia das investigações e assegurar o direito constitucional à ampla defesa e à presunção de inocência dos envolvidos.
Próximos Passos
O investigador preso hoje passará por exames de corpo de delito e será encaminhado a uma unidade prisional, onde ficará à disposição da Vara de Inquéritos e Garantias Penais. O Ministério Público não descarta novas fases da operação à medida que o conteúdo dos mandados de busca for analisado.











