Pai é suspeito de envenenar e matar o próprio filho em Japurá

Segundo informações preliminares, o homem também ingeriu veneno e está internado em um hospital do município. Este é o segundo caso de infanticídio cometido pelo próprio pai em menos de uma semana no estado;

Japurá (AM) – O município de Japurá (a 744 quilômetros de Manaus) vive dias de luto e indignação. Um homem, que ainda não teve a identidade oficialmente divulgada, é o principal suspeito de ter assassinado o próprio filho por envenenamento. O crime, que ocorreu neste fim de semana, causou uma forte comoção entre os moradores da pacata cidade do interior amazonense.

Segundo informações, o acusado também ingeriu veneno e está internado em um hospital no município, sob custódia da polícia. As circunstâncias exatas e o que teria levado o homem a cometer tal ato ainda estão sob sigilo e investigação.

Este trágico episódio marca o segundo caso de infanticídio praticado por um pai contra o filho em um intervalo de apenas quatro dias no Amazonas. Na última quinta-feira (22/01), o país acompanhou o caso de Fernando Batista Melo, 46, que matou o filho por asfixia no bairro Cidade de Deus, na capital. Segundo a polícia, a motivação foi uma vingança sórdida contra a ex-companheira, mãe da criança.

Investigação e Clamor por Justiça
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) em Japurá foi acionada imediatamente após o óbito ser constatado. Peritos trabalham para confirmar a substância utilizada no envenenamento e a dinâmica do crime. Enquanto os agentes buscam esclarecer a motivação, o clima na cidade é de revolta.

Familiares da criança, devastados pela perda, realizaram apelos públicos por justiça. “Não há explicação para uma crueldade dessas vindo de quem deveria proteger. Queremos que a lei seja rigorosa”, afirmou um parente que preferiu não se identificar.

Medidas Judiciais
O suspeito deve passar pelos procedimentos de rotina e ser encaminhado para audiência de custódia. Se confirmada a autoria, ele responderá por homicídio qualificado, com agravantes que podem elevar a pena ao patamar máximo da legislação brasileira, especialmente considerando a vulnerabilidade da vítima e o laço de parentesco.

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