Paramount Skydance compra Warner Bros. por US$ 110 bilhões

Hollywood acaba de entrar em uma nova era. A Paramount Skydance concluiu nesta terça-feira, 06 de outubro, a aquisição da Warner Bros. por US$ 110 bilhões. Assim encerrando uma das disputas mais acirradas já vistas no mercado de entretenimento. O negócio coloca sob o mesmo comando franquias gigantes, estúdios históricos, canais de televisão e dois dos principais serviços de streaming do mundo.

A operação também representa uma vitória importante para David Ellison, que ampliou rapidamente sua influência em Hollywood. O executivo havia concluído, em agosto de 2025, a fusão da Skydance Media com a Paramount e, pouco mais de um ano depois, passa a comandar uma companhia ainda maior.

Com a transação, a nova empresa, que adotará o nome Skydance, reúne dois dos cinco maiores estúdios cinematográficos de Hollywood. No portfólio estão marcas e franquias como “Harry Potter” e “Missão: Impossível”, além de canais que vão da CBS à TNT. Paramount+ e HBO Max também passam a integrar o mesmo grupo.

David Ellison divide o comando da gigante

Apesar de permanecer à frente das decisões criativas e estratégicas de longo prazo, Ellison decidiu dividir a gestão da companhia com Ynon Kreiz, CEO da Mattel. O executivo ficará responsável pelas operações diárias, enquanto Ellison concentrará esforços na estratégia e no relacionamento com talentos da indústria.

“Hoje é um dia histórico, não apenas para a Skydance, mas para todo o nosso setor”, afirmou Ellison em comunicado.

O entusiasmo, porém, vem acompanhado de um desafio gigantesco. A empresa terá de integrar estruturas, eliminar áreas sobrepostas e reduzir custos sem provocar uma reação ainda maior em Hollywood, que já enfrenta um período de retração e historicamente demonstra resistência à concentração do mercado.

Dívida bilionária é um dos principais desafios

A nova Skydance começa a operação com quase US$ 80 bilhões em dívidas. Além disso, a Paramount assumiu o compromisso de alcançar mais de US$ 6 bilhões em sinergias anuais nos três primeiros anos após a fusão.

A companhia afirma que a maior parte das economias virá da integração de departamentos de tecnologia, negociação com fornecedores, redução de gastos de marketing duplicados e consolidação de imóveis. A expectativa é tornar a empresa “mais enxuta e mais ágil” e reduzir a dívida para o equivalente a três vezes o lucro anual ajustado até o fim de 2029.

A projeção também prevê mais de US$ 10 bilhões em fluxo de caixa livre até 2030.

Para Michael J. Wolf, CEO da Activate Strategy, a empresa parte de uma posição favorável justamente por causa da escala conquistada. “A lógica faz sentido. A escala os coloca na posição certa. Agora, eles precisam entregar resultados à altura dessa escala”, avaliou.

Outro ponto de atenção está no custo do financiamento. A Paramount vendeu US$ 52 bilhões em empréstimos e títulos de dívida em apenas uma semana para viabilizar a operação, em um cenário de custos globais de financiamento mais elevados.

Enquanto isso, a RedBird Capital Partners, uma das investidoras da Paramount, colocou mais US$ 4 bilhões em novos recursos na operação. Com o aporte, a contribuição total da empresa para a Skydance chega a US$ 6 bilhões.

Agora, o desafio de Ellison será transformar a dimensão colossal do negócio em resultado — sem deixar que o peso das dívidas e a necessidade de cortes prejudiquem justamente o principal ativo da nova gigante: o conteúdo.

Fonte: O Fuxico

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