PF e Ibama fecham estaleiro clandestino usado para abastecer garimpo ilegal na Amazônia

Manaus (AM) – Uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) desarticulou, na sexta-feira (26/6), um estaleiro clandestino em Manaus.

Manaus (AM) – Uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) desarticulou, na sexta-feira (26/6), um estaleiro clandestino em Manaus que, segundo as investigações, era utilizado para fabricar e montar estruturas destinadas ao garimpo ilegal na Amazônia. A ação faz parte do combate aos crimes ambientais e à cadeia logística que sustenta a exploração mineral irregular nos rios da região.

O estaleiro foi identificado após levantamentos de inteligência apontarem a produção de embarcações do tipo draga, equipamentos empregados na extração ilegal de minérios em leitos fluviais. Durante a fiscalização, os agentes constataram que o local funcionava sem as licenças e autorizações ambientais e administrativas exigidas pela legislação.

No imóvel, as equipes encontraram uma draga em fase de construção, além de estruturas metálicas, tubulações, válvulas hidráulicas, conexões reforçadas e cabeçotes de sucção compatíveis com sistemas de dragagem hidráulica utilizados na mineração clandestina. De acordo com a PF, o material apreendido reforça a suspeita de que o estaleiro integrava a estrutura de apoio ao garimpo ilegal na Amazônia.

Segundo as autoridades, os fatos apurados podem configurar infrações administrativas e crimes previstos na legislação ambiental, além da possível prática do crime de usurpação de bens da União, em razão da exploração mineral sem autorização em rios federais.

As investigações continuam para identificar todos os envolvidos na operação do estaleiro, incluindo os financiadores e os possíveis destinatários das dragas e demais estruturas produzidas no local. A ofensiva integra as ações permanentes da Polícia Federal e do Ibama para enfraquecer a logística do garimpo ilegal e reduzir os impactos ambientais provocados pela atividade na Amazônia.

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