Praças e casas centenárias do centro histórico de Manaus viram ‘salas de aula’ em oficinas de conservação do patrimônio

Ação do Iphan/AM, com consultoria técnica do Estúdio Sarasá, acontece de 24 a 29 de agosto e reúne representantes do poder público, iniciativa privada e sociedade civil para formação prática sobre o cuidado com o patrimônio cultural de Manaus.

Manaus (AM) – No período de 24 a 29 de agosto, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio da Superintendência do Amazonas, promove as Oficinas de Conservação e Zeladoria do Patrimônio Cultural do Centro Histórico de Manaus. Durante a formação, praças, edificações históricas e outros espaços serão utilizados como ambientes de aprendizagem.

A primeira etapa da programação começa na próxima segunda-feira (25/8), com seis oficinas práticas presenciais, de seis horas cada, com foco nos artífices. A iniciativa também terá uma etapa teórica, realizada de forma remota, entre os dias 8 e 18 de setembro, com carga horária de 18 horas, direcionada para arquitetos e engenheiros. A ação conta com consultoria técnica do Estúdio Sarasá Conservação e Restauração.

A etapa presencial reunirá pedreiros, carpinteiros, serralheiros, marceneiros e outros profissionais indicados pela Pastoral de Rua da Arquidiocese de Manaus, além de representantes da Prefeitura de Manaus, do Governo do Amazonas e da iniciativa privada. A proposta é aproximar diferentes atores da conservação e da zeladoria do Centro Histórico.

Patrimônio como sala de aula

Um dos diferenciais da formação é levar o aprendizado para dentro dos próprios espaços históricos. Na Praça da Saudade, por exemplo, os participantes vão observar monumentos, metais e elementos pétreos e realizar atividades práticas de limpeza e conservação.

No Complexo Booth Line (Mercado de Origem), serão realizadas atividades voltada à identificação e práticas de conservação contemplando materiais e técnicas presentes no patrimônio histórico de Manaus, como argamassas tradicionais, madeira, metais, pedras, fachadas, revestimentos e ornatos arquitetônicos.

O curso também inclui atividades relacionadas às coberturas históricas e aos sistemas de águas pluviais, com identificação de telhas, calhas e condutores e diagnóstico de possíveis infiltrações.

Entre as atividades estão preparação e aplicação de argamassas e tintas à base de cal, inspeção de esquadrias, pisos e forros de madeira e técnicas de modelagem e reprodução de elementos decorativos.

Na etapa teórica, realizada em setembro, serão abordados temas como patrimônio cultural e conservação preventiva, legislação e autorização de intervenções, arquitetura histórica de Manaus, manutenção preventiva, planejamento de obras e materiais históricos e suas patologias. As vagas estão encerradas. A ideia do Iphan é sensibilizar instituições de ensino a ministrar outros cursos com esse conteúdo para mais pessoas.

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