Manaus (AM) – O detento Fernando Batista de Melo, 48, foi encontrado sem vida na tarde de quarta-feira (24/6) dentro de uma das celas do Centro de Detenção Provisória Masculino 2 (CDPM 2), localizado no quilômetro 8 da BR-174, em Manaus. Ele cumpria prisão preventiva pelo assassinato do próprio filho, um menino de apenas 3 anos de idade. As causas e circunstâncias da morte do detento já estão sendo investigadas pelas autoridades competentes.
Fernando estava sob a custódia do Estado desde o fim de janeiro de 2026, quando sua captura mobilizou um forte aparato das forças de segurança do Amazonas após o crime chocar a opinião pública e gerar grande revolta popular.
Relembre o crime
O infanticídio ocorreu na noite de 22 de janeiro, no bairro Cidade de Deus, zona norte de Manaus. Conforme a investigação da Polícia Civil, o acusado não aceitava o fim do relacionamento de quatro anos com a mãe da vítima. Após ir até a residência da ex-companheira armado com uma faca para proferir ameaças, Fernando se dirigiu à casa do próprio pai, onde o filho de 3 anos estava.
No local, ele alegou que daria um banho na criança. A demora incomum trancado no banheiro acendeu um alerta no avô do menino, que insistiu para que a porta fosse aberta e acabou se deparando com a cena do crime. Embora imagens daquele dia mostrassem o homem com uma faca, o laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML) constatou que o menino foi morto por asfixia mecânica.
Caçada em mata densa e prisão
Logo após o crime, o suspeito fugiu utilizando uma motocicleta, rastreada por GPS e abandonada posteriormente no bairro Planalto. A partir dali, as secretarias de segurança montaram uma operação integrada que durou pouco mais de 30 horas.
O cerco envolveu o helicóptero do Departamento Integrado de Operações Aéreas (DIOA), o monitoramento de câmeras do sistema Paredão e o emprego de tropas especializadas como a Rocam, Força Tática e a Companhia com Cães (CIPCães), além do Corpo de Bombeiros.
Fernando acabou localizado e preso na madrugada de 24 de janeiro em uma área de mata na avenida Esther Lanna, no bairro Tarumã, zona oeste. Na ocasião, ele ainda tentou despistar os policiais civis e militares afirmando que estava apenas praticando atividades físicas no local, mas acabou confessando a identidade.
O caso do óbito do detento dentro do CDPM 2 foi encaminhado para os procedimentos padrão da Polícia Civil e da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).











