Preso por estuprar criança por 4 anos, ex-animador do Boi Garantido é desligado da agremiação

Felipe Júnior, 37, é acusado de abusar de uma criança por quatro anos; Boi da Baixa do São José e Ciranda Rosas de Ouro anunciaram a exclusão imediata do suspeito após a prisão.

Manaus (AM) – Preso na segunda-feira (19/01) acusado de estuprar uma criança por quatro anos, o animador e apresentador Felipe Júnior, 37, foi desligado pelo Boi-Bumbá Garantido e da Ciranda Rosas de Ouro. A denúncia partiu da mãe da vítima, que hoje tem 10 anos, após encontrar mensagens e fotos íntimas do acusado enviadas para o celular da criança.

As investigações apontam um cenário de traição de confiança e violência prolongada. De acordo com a polícia, os abusos teriam começado quando a vítima tinha apenas 6 anos. Na época, Felipe Júnior mantinha um relacionamento afetivo com a mãe da criança, o que facilitava o acesso à residência e ao convívio com a menor.

Além dos abusos físicos, o inquérito revela uma faceta digital do crime: o suspeito obteve o número de telefone da criança e passava a enviar fotografias de suas partes íntimas, utilizando o aparelho para dar continuidade ao assédio fora da presença física.

A repercussão no meio cultural foi imediata. O Boi-Bumbá Garantido, por meio de uma nota oficial assinada pelo presidente Fred Góes, confirmou que Felipe Júnior foi desligado sumariamente do quadro de animadores da agremiação. A associação fez questão de enfatizar que o suspeito não possui mais qualquer vínculo, artístico ou institucional, com o boi da Baixa do São José.

“Repudiamos de forma veemente qualquer conduta que viole direitos fundamentais, especialmente aquelas que atentem contra a integridade e a dignidade de crianças e adolescentes”, afirmou a diretoria encarnada no comunicado.

Exclusão da Ciranda Rosas de Ouro
O Grupo Folclórico Ciranda Rosas de Ouro, onde Felipe atuava como apresentador há quatro anos, seguiu o mesmo caminho e anunciou a exclusão definitiva do profissional. Em nota, a ciranda classificou a conduta como “inadmissível e absolutamente incompatível com os princípios éticos” do grupo, solidarizando-se com a família da vítima.

Procedimentos Judiciais
Após a prisão, Felipe Júnior foi submetido aos trâmites legais e encaminhado a uma unidade prisional em Manaus, onde permanecerá à disposição da Justiça enquanto o processo avança. Em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a identidade da vítima e de seus familiares foi preservada para evitar a revitimização e garantir a proteção integral da criança.

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