Manaus (AM) – A vereadora Professora Jacqueline (União Brasil) vive um momento decisivo na carreira política ao ter que escolher entre permanecer na Câmara Municipal de Manaus (CMM) ou assumir uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), aberta após a saída do deputado Roberto Cidade para o Governo do Estado.
A parlamentar foi convocada para ocupar a cadeira no Legislativo estadual e recebeu prazo para definir se aceita ou não o novo posto. A decisão envolve uma troca significativa: deixar mais de dois anos de mandato garantido na CMM para assumir um período aproximado de oito meses como deputada estadual.
Nos bastidores, a escolha é tratada como estratégica. Caso opte pela Aleam, Jaqueline amplia sua visibilidade política em nível estadual, o que pode fortalecer uma eventual candidatura nas eleições de 2026. A passagem pelo parlamento estadual também pode consolidar alianças e ampliar seu alcance eleitoral fora da capital.
Por outro lado, a permanência na CMM representa estabilidade política e administrativa. Com mandato conquistado nas urnas, a vereadora mantém base consolidada, continuidade de projetos e menor risco eleitoral, além de preservar sua estrutura de gabinete e equipe.
O impasse também tem efeitos práticos. Caso Jaqueline recuse a vaga na Assembleia, a tendência é que a suplente seja convocada para assumir o posto, alterando a composição do Legislativo estadual e impactando o xadrez político local.
A situação ainda carrega histórico de incertezas jurídicas. Em ocasiões anteriores, a parlamentar chegou a assumir temporariamente uma cadeira na Aleam, mas retornou à Câmara após questionamentos sobre a legalidade da convocação, evidenciando a complexidade do cenário político e regimental.
A decisão final deve redefinir não apenas o futuro político de Professora Jaqueline, mas também influenciar as articulações partidárias e eleitorais no Amazonas nos próximos meses.











