Projetos de Zoneamento Ecológico Econômico podem impulsionar a economia do interior

Foto: Divulgação

Manaus (AM) – A discussão sobre o futuro do desenvolvimento sustentável no interior do Amazonas ganhou mais força nos últimos meses, com vozes políticas e técnicas defendendo a implementação do Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE) como ferramenta estratégica para alavancar a economia local e proteger os recursos ambientais da maior floresta tropical do mundo.

Um dos protagonistas, que tem levado essa agenda para o interior, é o ex-prefeito de Barreirinha Glenio Seixas, que tem se destacado como um dos principais apoiadores do ZEE, principalmente por sua importância para o setor primário e para o futuro econômico dos municípios do interior.
De acordo com Seixas, “ O Zoneamento Ecológico Econômico não é apenas uma política ambiental, mas um instrumento de desenvolvimento que pode transformar a realidade de comunidades tradicionais, agricultores familiares, pequenos empreendedores e investidores locais”.

O que é o ZEE e por que ele importa

O Zoneamento Ecológico Econômico é um instrumento da Política Nacional do Meio Ambiente que busca identificar, analisar e organizar o uso do território com base nas potencialidades ecológicas, econômicas e sociais de cada área. Ele orienta o que pode ser feito em cada região, garantindo que atividades econômicas sejam compatíveis com a conservação ambiental.

De forma prática, o ZEE serve para prevenir o desmatamento descontrolado, ao indicar quais áreas devem ser protegidas e quais são adequadas para atividades produtivas além de organizar a infraestrutura e o uso do solo, dando clareza sobre onde setores como agricultura, pecuária, turismo e energia podem crescer com responsabilidade. Além disso ele assegura a segurança jurídica para investimentos, atraindo capital privado e público com regras claras e técnicas que reduzem riscos legais e ambientais.

Glenio Seixas tem defendido publicamente que o ZEE é uma das principais chaves para destravar o potencial econômico do interior do Amazonas. Em suas falas, ele ressalta que, sem um planejamento estratégico do território, investimentos não chegam e as oportunidades ficam limitadas a atividades muitas vezes predatórias ou mal estruturadas, afetando não só o meio ambiente, mas a qualidade de vida das populações locais.

“A implementação do ZEE está alinhada com o desenvolvimento sustentável da nossa região. Ele contribui para prevenir o desmatamento descontrolado, organiza a infraestrutura, assegura segurança jurídica para os investimentos e protege os recursos hídricos e a biodiversidade”, afirma Seixas, destacando que esse planejamento territorial pode ser o divisor de águas para municípios como Barreirinha e muitos outros no interior.

Além de proteger o meio ambiente, o ZEE é considerado um estímulo para a economia de modo amplo. Com um zoneamento bem definido, os municípios ganham visibilidade e confiança, atraindo a atenção de investidores e isso pode resultar novos negócios, geração de empregos e renda para o povo do interior do Amazonas.

Setores como agropecuária sustentável, agroindústria familiar, ecoturismo, extrativismo com agregação de valor e energia renovável podem ganhar força, especialmente em regiões afastadas da capital, onde há potencial produtivo ainda pouco explorado.
Com o apoio de lideranças, como o ex-prefeito Glenio Seixas, e o engajamento de técnicos e gestores públicos, o debate sobre o ZEE no Amazonas segue ganhando projeção. Resta agora transformar as discussões e planos em ações concretas para que o interior do estado possa, de fato, se tornar um polo de desenvolvimento sustentável e prosperidade para seus moradores.

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