Manaus (AM) – O cenário político para as eleições de 2026 começou a ganhar contornos definitivos nesta quinta-feira (2/4). O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade, confirmou que é pré-candidato ao cargo de deputado federal. O anúncio foi feito durante uma reunião de alinhamento estratégico da Federação União Progressista no Amazonas, conduzida pelo governador Wilson Lima.
Cidade, que nas eleições de 2022 cravou seu nome na história política do estado como o deputado estadual mais votado de todos os tempos, afirmou encarar o novo desafio com naturalidade. “É com muita tranquilidade que aceito o desafio. Minha vida é feita de batalhas. O Roberto Cidade virá com a mesma força e determinação de 2022, buscando ser um deputado federal tão bem votado quanto fui no pleito anterior”, declarou o parlamentar.
Estratégia e Capital Eleitoral
A movimentação de Roberto Cidade indica uma estratégia de expansão de base, tentando transpor sua capilaridade eleitoral do âmbito estadual para o federal. O discurso de “força e garra” sinaliza que o parlamentar pretende utilizar sua atual posição na presidência do Legislativo como vitrine para consolidar apoios nos municípios do interior e na capital.
A reunião da Federação, liderada pelo governador Wilson Lima, demonstra que o grupo governista já iniciou o xadrez político com antecedência, buscando organizar as nominatas e evitar conflitos internos que possam fragmentar os votos da base aliada.
Disputa Acirrada na Federação
O anúncio de Roberto Cidade não é o único a agitar os bastidores da União Progressista. A deputada estadual Joana Darc também confirmou sua intenção de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026.
A presença de dois nomes de peso e com históricos de votações expressivas dentro da mesma federação aponta para uma das disputas mais competitivas do próximo pleito. O objetivo do grupo político é maximizar o quociente eleitoral para garantir o maior número possível de cadeiras na bancada amazonense em Brasília, fortalecendo a representatividade do estado no Congresso Nacional.











