Manaus (AM) – Os rodoviários de Manaus aprovaram, por unanimidade, a realização de uma greve por tempo indeterminado caso os salários da categoria não sejam pagos dentro do prazo legal. A paralisação poderá ter início entre a próxima terça-feira (7/7) e quarta-feira (8/7), período correspondente ao quinto dia útil do mês, conforme informou o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givanci Oliveira.
Segundo o dirigente sindical, a categoria decidiu endurecer a mobilização diante dos recorrentes atrasos no pagamento dos salários. Ele afirma que os trabalhadores esgotaram as tentativas de negociação e que a greve será inevitável caso a situação não seja regularizada.
Durante a entrevista, Givanci Oliveira informou que o sindicato ingressou com uma ação trabalhista para garantir o pagamento dos salários em dia, mas, segundo ele, o processo permanece sem decisão há quase dois anos na 13ª Vara do Trabalho.
“Infelizmente, o processo continua sem uma decisão que garanta o pagamento da categoria em dia”, afirmou.
O presidente do sindicato também criticou as empresas responsáveis pelo transporte coletivo, alegando que, apesar de receberem recursos públicos por meio de subsídios, os trabalhadores continuam enfrentando atrasos salariais.
Segundo ele, o movimento grevista não tem como objetivo reivindicar novos benefícios, mas assegurar o cumprimento de um direito básico: o pagamento dos salários dentro do prazo previsto em lei.
Givanci Oliveira destacou ainda que a categoria decidiu comunicar a população com antecedência para minimizar os impactos da possível paralisação aos usuários do transporte coletivo.
“Peço perdão à sociedade de Manaus, mas infelizmente a categoria não tem outra escolha a não ser radicalizar e ir para uma greve geral”, declarou.
O sindicato também cobrou uma atuação mais efetiva da Prefeitura de Manaus, do Governo do Amazonas e do Tribunal Regional do Trabalho para que o impasse seja resolvido antes da data prevista para o início da greve.
Até a publicação desta reportagem, as empresas responsáveis pelo transporte coletivo e os órgãos citados pelo sindicato não haviam se manifestado sobre as declarações.











