Manaus (AM) – A operação de resgate das vítimas do naufrágio da embarcação Lima de Abreu XV ganhou um reforço tecnológico decisivo na manhã deste domingo (15/2). Uma equipe de elite do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), de São Paulo, desembarcou na capital amazonense trazendo sonares de varredura lateral, capazes de mapear o leito do rio em busca da estrutura metálica da lancha e das sete pessoas que seguem desaparecidas.
O grupo, formado por cinco militares especializados, foi mobilizado diante do desafio geográfico da região do Encontro das Águas, onde a profundidade e a turbidez impedem a visibilidade dos mergulhadores convencionais.
Sonares e Detectores de Precisão
O grande diferencial deste reforço é o arsenal tecnológico. Os sonares de varredura operam através da propagação de ondas sonoras que, ao ricochetearem no fundo do rio, criam uma imagem digital detalhada de objetos submersos.
O sonar permite identificar a posição exata da embarcação, mesmo que ela esteja coberta por sedimentos ou presa em fendas. Além dos sonares, a equipe utiliza o Detector de Metais Próton 5, um sensor de alta sensibilidade focado na identificação de grandes massas de metal, como o motor e o casco da lancha.
Três mergulhadores e dois operadores de sistema atuam de forma coordenada para que o mergulho só ocorra em pontos onde o sonar já confirmou a presença de anomalias no fundo do rio.
Após decolarem de Guarulhos e desembarcarem em Manaus às 11h20, os militares de São Paulo seguiram direto para um briefing técnico. Eles receberam mapas hidrológicos que detalham a força da correnteza e os “pontos cegos” onde as equipes locais enfrentaram maiores dificuldades nos últimos dois dias.
A integração interestadual é vista como peça-chave para o sucesso da operação, já que a lancha pode ter sido deslocada pela força das águas para áreas ainda não mapeadas.
Cenário da Operação
Enquanto a tecnologia de varredura entra na água, as investigações em terra avançam: a Justiça já decretou a prisão preventiva do responsável pela embarcação. Até o momento, o balanço permanece em sete desaparecidos e dois óbitos confirmados (uma criança de 3 anos e uma universitária de 22).
As equipes agora correm contra o tempo, utilizando as coordenadas fornecidas pelos sonares para realizar incursões mais seguras e cirúrgicas no interior da estrutura naufragada.











