Manaus (AM) – Transferências em dinheiro, conversas mantidas em segredo e uma relação de confiança construída dentro de um campo de futebol passaram a fazer parte de uma investigação da Polícia Civil no interior do Amazonas.
O caso envolve um treinador de futebol de 29 anos, identificado como José Ribamar da Costa Ramos Junior, preso após a Justiça autorizar a prisão preventiva solicitada pelos investigadores.
A apuração começou depois que um adolescente de 13 anos relatou situações que teriam acontecido durante o período em que participava dos treinos. Em Depoimento Especial, o jovem contou aos investigadores que o treinador teria se aproveitado da proximidade criada nas atividades esportivas para se aproximar dele de maneira indevida.
O relato também aponta que, quando o adolescente tentava se afastar, o suspeito teria reagido de forma agressiva.
Dinheiro teria sido usado para conseguir imagens
Durante o avanço da investigação, outro elemento chamou a atenção dos policiais: transferências realizadas por meio do Pix.
Segundo a Polícia Civil, o treinador teria enviado dinheiro ao adolescente e oferecido valores em troca de imagens e vídeos de conteúdo sexual.
A vítima também teria relatado pressão e ameaças para que o material fosse enviado. Em determinado momento, conforme o depoimento, o suspeito teria orientado o adolescente a verificar se estava sozinho antes de manter alguns contatos.
Para a investigação, esse comportamento teria como objetivo manter a relação em sigilo e dificultar que outras pessoas descobrissem o que estava acontecendo.
Investigação termina com prisão
Com os elementos reunidos durante a apuração, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), com apoio da Delegacia de Atalaia do Norte, pediu à Justiça a prisão preventiva do treinador.
O pedido foi aceito e a ordem judicial cumprida pelas equipes policiais.
José Ribamar foi preso e colocado à disposição da Justiça. Ele é investigado, em tese, por estupro de vulnerável, favorecimento da exploração sexual de adolescente e armazenamento de material pornográfico envolvendo criança ou adolescente.
A Polícia Civil agora trabalha para esclarecer completamente o caso e verificar se há outros elementos que possam ampliar a investigação ou indicar a existência de outras possíveis vítimas.
A identidade do adolescente é mantida em sigilo, conforme determina a legislação, para preservar sua integridade e impedir qualquer forma de identificação.
O suspeito é investigado e terá direito à defesa e ao devido processo legal.










