Brasília (DF) – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sofreu uma nova e significativa derrota na Câmara dos Deputados. A oposição conseguiu, por 251 votos contra 193, retirar de pauta a Medida Provisória (MP) que criava alternativas para compensar o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A MP acabou caducando, o que deve gerar um impacto negativo de R$ 35 bilhões na arrecadação federal até 2027.
A bancada do Amazonas contribuiu para o resultado, mostrando uma divisão clara entre os parlamentares. Favoráveis à derrubada da MP, os deputados Capitão Alberto Neto (PL), Fausto Jr. (União Brasil) e Pauderney Avelino (PSD) votaram sim.
Já os deputados Amon Mandel (Cidadania), Sidney Leite (PSD), Átila Lins (PSD), Adail Filho (Republicanos) e Silas Câmara (Republicanos) votaram a favor da manutenção da MP.
Repercussão em Brasília
A MP, editada em junho, precisava ser aprovada até o fim desta quarta-feira (8/10) para permanecer em vigor. Após a derrota, líderes da base aliada criticaram a oposição. Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que a oposição deu “um tiro no pé”, e a base chegou a culpar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por articular a derrubada.
Do lado da oposição, a MP foi classificada como a “MP da mentira”, uma vez que o governo a utilizou para tentar contornar a derrubada anterior do aumento do IOF, que só foi restabelecido por uma decisão monocrática do Supremo Tribunal Federal (STF).
Apesar de ter feito concessões para tentar salvar a medida – como manter a isenção do IR sobre LCAs e LCIs e a alíquota sobre as bets em 12% –, a estratégia do governo foi frustrada pela coesão das bancadas de oposição no plenário.










