Vereador Rosinaldo Bual chega ao 19o Dip, investigação teve início com roubo em sua própria casa; veja vídeo

Foto: Divulgação

Manaus (AM) – O vereador Rosinaldo Bual (Agir), alvo central da operação deflagrada nesta sexta-feira (3) pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), chegou ao 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), na zona Sul de Manaus, para prestar depoimento. A ação, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu mais de 10 mandados de prisão e busca e apreensão, mirando a atuação de uma organização criminosa estruturada dentro da Câmara Municipal de Manaus (CMM).

Equipes do MP-AM e da Polícia vasculharam endereços ligados ao parlamentar, incluindo seu gabinete. Foram encontrados armas de fogo, dinheiro vivo e cofres lacrados, o que ampliou as suspeitas de irregularidades. Embora inicialmente houvesse rumores sobre vínculos de Bual com o tráfico de drogas, o Ministério Público já adiantou que os indícios mais consistentes recaem sobre rachadinhas, peculato e desvio de recursos públicos.

Investigação começou com roubo milionário

O ponto de partida das investigações contra o vereador foi um episódio insólito: o roubo dentro da sua própria residência. No dia 24 de abril de 2025, o afilhado e assessor de Bual, Gabriel Ferreira Barbosa, junto com Vitor Teixeira dos Santos, furtaram R$ 130 mil em espécie e quatro armas de fogo de um cofre do parlamentar.

No dia seguinte, os dois foram presos pela Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD). Durante os depoimentos, não apenas confessaram o crime, como revelaram a existência de um esquema de rachadinha e desvios de recursos dentro do gabinete de Bual*m, o que desencadeou a ofensiva do MP-AM.

Agora, o caso ganhou contornos ainda mais graves: além do flagrante desvio de dinheiro público, surgem dúvidas sobre a origem da quantia milionária encontrada na casa do vereador e sobre o arsenal de armas em sua posse.

A operação expõe, mais uma vez, a presença de esquemas de corrupção enraizados dentro da Câmara Municipal, ampliando a pressão sobre o Legislativo e colocando em xeque a atuação de agentes públicos que deveriam zelar pelo interesse da população.

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