VÍDEO: Câmeras flagram homem ateando fogo em fábrica de estofados no São Francisco, em Manaus

As imagens mostram quando o suspeito entra no galpão, localizado na rua Tito Bittencourt, portando uma garrafa com um líquido possivelmente inflamável.

Manaus (AM) – Uma reviravolta no caso do incêndio que destruiu uma fábrica de peças para sofás e colchões na manhã de terça-feira (20/1), no bairro São Francisco, zona Sul de Manaus, aponta para um ato criminoso. Câmeras de segurança do estabelecimento e de vizinhos flagraram o momento exato em que um homem, ainda não identificado, invade o local e inicia o fogo de forma proposital.

As imagens mostram quando o suspeito entra no galpão, localizado na rua Tito Bittencourt, portando uma garrafa com um líquido possivelmente inflamável. Como a fábrica estava fechada no momento da invasão, o homem agiu rapidamente. No vídeo, ele aparece derramando o conteúdo da garrafa sobre materiais de fácil combustão, acende o fogo e sai correndo antes que as primeiras labaredas se tornem visíveis.

A velocidade com que o fogo se alastrou é explicada pela natureza do material estocado: espumas, tecidos e madeiras usados na fabricação de estofados, que funcionaram como combustível para o incêndio de grandes proporções.

O incêndio mobilizou várias viaturas do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). Devido à fumaça densa e ao risco de explosão, os militares precisaram traçar uma logística complexa, acessando o foco do incêndio através dos quintais de residências vizinhas para impedir que o fogo consumisse as casas coladas ao galpão.

Apesar do esforço das equipes, a estrutura da fábrica ficou completamente comprometida e os bens materiais foram totalmente perdidos.

Investigação e Motivação
O proprietário da fábrica entregou as gravações às autoridades policiais. A Polícia Civil agora trabalha com o vídeo para realizar o reconhecimento facial do suspeito e entender qual seria a motivação por trás do crime: se foi um ato de vandalismo isolado, uma retaliação pessoal ou um atentado planejado.

“As imagens são a peça-chave para chegarmos ao autor. O modo como ele agiu demonstra que ele sabia exatamente onde o material mais inflamável estava concentrado”, informou uma fonte ligada à investigação.

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