VÍDEO: Homem é agredido por banhistas após suposto ato de abuso contra criança

Manaus (AM) – O Complexo Turístico da Ponta Negra foi palco de uma cena de violência e revolta popular na tarde deste domingo (22/3). Um homem, de identidade ainda não revelada, foi severamente agredido por um grupo de banhistas após ser acusado de tocar nas partes íntimas de uma criança.

Manaus (AM) – O Complexo Turístico da Ponta Negra foi palco de uma cena de violência e revolta popular na tarde deste domingo (22/3). Um homem, de identidade ainda não revelada, foi severamente agredido por um grupo de banhistas após ser acusado de tocar nas partes íntimas de uma criança que se banhava no Rio Negro.

A denúncia partiu de familiares da vítima, que teriam percebido a aproximação e o toque indevido do suspeito. Em poucos minutos, o clima de lazer deu lugar à indignação, e dezenas de pessoas cercaram o indivíduo ainda dentro da área de banho.

Vídeos gravados por frequentadores da praia e compartilhados em redes sociais capturaram o momento da retaliação. Nas imagens, é possível ver o homem sendo atingido por uma sequência de socos e chutes desferidos por diversos homens, enquanto tentava se esquivar dos golpes submergindo parcialmente.

Após alguns minutos de tumulto, a sessão de espancamento foi interrompida. O vídeo mostra o suspeito saindo do rio cambaleando e visivelmente atordoado pelos ferimentos no rosto e no corpo. De acordo com testemunhas, ele aproveitou a dispersão do grupo para deixar o local antes da chegada de autoridades.

Apesar da gravidade do ocorrido, até o fechamento desta matéria, a Polícia Militar não confirmou a prisão do indivíduo. Além disso, não há registros de que um Boletim de Ocorrência (BO) tenha sido formalizado pela família da criança ou por qualquer uma das partes envolvidas na delegacia que atende a área do 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

Alerta
Órgãos de segurança pública reforçam que, em casos de suspeita de crimes sexuais contra menores, a população deve acionar a Polícia Militar via 190 ou os guardas municipais presentes no complexo; render o suspeito sem o uso de violência excessiva, se possível, até a chegada da autoridade policial; e formalizar a denúncia na Depca (Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente) para que o crime possa ser investigado e punido legalmente.

O linchamento ou agressão física, embora motivado por revolta, pode configurar crime de lesão corporal ou exercício arbitrário das próprias razões para quem desfere os golpes.

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