VÍDEO: Motorista por App é sequestrada e estuprada durante corrida na zona Norte de Manaus

Vítima foi rendida e levada para área isolada na Zona Norte; colegas de profissão cercaram delegacia após prisão do suspeito neste domingo (1º).

Manaus (AM) – Um crime brutal chocou a categoria dos motoristas de aplicativo em Manaus neste domingo (1º/02). Uma trabalhadora, integrante da equipe Company Liderança Infinity, viveu momentos de horror após ser rendida por um criminoso, sequestrada e levada para o isolado Ramal do Acará, localizado no bairro Lago Azul, zona Norte da capital.

De acordo com relatos preliminares, a motorista estava em pleno exercício de sua profissão quando foi surpreendida pelo suspeito. Sob forte ameaça, ela foi obrigada a dirigir até uma área de mata no ramal, onde, segundo informações da polícia, teria sido vítima de abuso sexual.

Após o agressor fugir, a vítima, em estado de choque, conseguiu pedir socorro. A rede de apoio entre motoristas foi acionada imediatamente, auxiliando na localização da colega e no repasse de informações às autoridades.

Graças à rápida resposta policial, o suspeito foi localizado e preso poucas horas após o crime. Ele foi conduzido ao 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

A notícia da prisão atraiu dezenas de motociclistas e motoristas de aplicativo para a frente da unidade policial. Em um ato de solidariedade e revolta, os trabalhadores realizaram um buzinaço e clamaram por justiça, denunciando a insegurança rotineira da profissão.

“Não podemos sair para trabalhar e não saber se voltaremos para casa. O que aconteceu com nossa colega é um reflexo do abandono que sentimos nas ruas”, desabafou um dos manifestantes.

Assistência e Investigação
A Polícia Civil informou que o caso está sob investigação rigorosa para confirmar a dinâmica do sequestro e do abuso. A vítima está recebendo amparo médico e psicológico, procedimentos padrão em casos de crimes sexuais.

O episódio reacende o debate sobre a segurança nas plataformas de transporte. Representantes da categoria cobram das empresas e do poder público medidas mais eficazes de monitoramento em áreas consideradas “zonas vermelhas”, como os ramais da zona Norte.

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