Manaus (AM) – Trabalhadores do transporte alternativo, conhecidos como “Amarelinhos”, realizaram uma paralisação na manhã desta quinta-feira (2/7) e bloquearam a avenida Grande Circular, no bairro Jorge Teixeira, zona leste de Manaus. A manifestação foi motivada pelo atraso de três meses no pagamento do subsídio da passagem estudantil, segundo a categoria, e provocou congestionamentos em uma das principais vias da capital.
Durante o protesto, os manifestantes incendiaram um micro-ônibus que, de acordo com os trabalhadores, já estava fora de circulação após se envolver em um acidente com feridos na quarta-feira (1º/7). O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas foi acionado para controlar as chamas, enquanto o bloqueio da via intensificava os transtornos para motoristas e usuários do transporte público.
Faixas exibidas durante a manifestação cobravam diretamente o pagamento dos valores em atraso. Uma delas trazia a mensagem: “Prefeito, pague nosso subsídio estudantil.”
O presidente do sindicato da categoria, Sullivan Santos, afirmou que o atraso de aproximadamente 90 dias nos repasses tem comprometido a operação do transporte alternativo e colocado permissionários em dificuldades financeiras. Segundo ele, caso a Prefeitura de Manaus não apresente uma solução, novas manifestações poderão ocorrer em diferentes pontos da cidade. O dirigente também criticou promessas feitas em gestões anteriores que, segundo a categoria, não foram cumpridas.
A Polícia Militar acompanhou a manifestação e passou a controlar o fluxo de veículos, liberando a passagem em intervalos para reduzir os impactos no trânsito. Mesmo assim, longas filas se formaram na região, afetando trabalhadores e estudantes que utilizam a Avenida Grande Circular nas primeiras horas da manhã.
Até a publicação desta reportagem, a Prefeitura de Manaus não havia se manifestado sobre as reivindicações da categoria nem informado quando os repasses do subsídio estudantil serão regularizados.











