Vídeo: Reintegração de posse no Tarumã termina em confronto e caos no trânsito em Manaus

Moradores erguem barricadas, e polícia usa agentes químicos para dispersar protesto durante retirada de famílias de área ambiental
Foto: Reprodução

Manaus (AM) – Uma operação de reintegração de posse realizada na manhã desta terça-feira (28), no bairro Tarumã, zona oeste da capital, resultou em momentos de tensão e confronto entre moradores e forças de segurança.

A ação, determinada pela Justiça, teve como objetivo retirar mais de 300 famílias que ocupavam irregularmente uma área de preservação ambiental. Para cumprir a ordem judicial, foi montado um forte aparato com equipes da Polícia Militar do Amazonas, incluindo unidades da Rocam, Tropa de Choque e Cavalaria, além de agentes do Detran-AM e oficiais de justiça.

Em resistência à desocupação, moradores bloquearam vias com pneus e galhos de árvores em chamas, formando barricadas e uma densa fumaça que tomou conta da região. O protesto provocou a interrupção do tráfego por várias horas, causando longos congestionamentos.

Confronto e dispersão

A situação se agravou quando as equipes avançaram para liberar a via. Imagens registradas no local mostram policiais utilizando equipamentos de controle de distúrbios, como escudos e armamentos de baixa letalidade. Durante a ação, foram usados spray de pimenta, bombas de efeito moral e munições de borracha para dispersar os manifestantes.

Testemunhas relataram momentos de correria e desespero. Em vídeos que circulam nas redes sociais, é possível ouvir críticas à atuação policial durante a retirada.

Presença de crianças gera revolta

Um dos pontos mais delicados da operação foi a presença de crianças em meio ao confronto. Moradores chegaram a fazer apelos para que a ação fosse interrompida diante do risco aos menores.

Mesmo assim, a tropa manteve o avanço. Nas imagens, crianças aparecem correndo e tossindo após a exposição aos agentes químicos, o que gerou indignação entre os presentes.

Área protegida e impasse social

Segundo as autoridades, a área ocupada faz parte de uma unidade de conservação, e a retirada das famílias seria necessária para evitar danos ambientais e conter o avanço da degradação.

Por outro lado, os moradores afirmam que não têm alternativas de moradia e criticam a forma como a operação foi conduzida.

Até o momento, não foi divulgado um balanço oficial sobre feridos ou detidos. Após o controle da situação, o tráfego foi liberado gradualmente, e a área segue sob monitoramento para evitar novas ocupações.

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