Manaus (AM) – Novas imagens divulgadas nesta sexta-feira (3) mostram o momento em que equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriram os mandados de busca e apreensão contra o vereador Rosinaldo Bual (Agir). Nos vídeos, é possível ver os agentes entrando na casa da mãe do parlamentar, em seu sítio localizado no Parque das Laranjeiras e também em um escritório onde parte das apreensões foi realizada.
Outro registro em vídeo revela o instante em que os investigadores arrombam os três cofres apreendidos e encontram uma grande quantia em dinheiro, reforçando a gravidade das suspeitas.
Cofres, dinheiro e arsenal de armas
Durante as buscas em imóveis ligados ao vereador, os investigadores localizaram R$ 300 mil em espécie e um arsenal de armas de fogo. Os autos também apontam indícios de agiotagem, com imóveis sendo usados como garantia em supostos empréstimos irregulares.
Estrutura do esquema
A decisão judicial cita diretamente a chefe de gabinete, Luzia Seixas Barbosa, como braço operacional do esquema de “rachadinha”. Ela teria atuado como intermediária entre servidores comissionados e o parlamentar. Além dela, familiares e pessoas próximas, como Rayeli Ferreira da Silva, o afilhado Gabriel Ferreira Barbosa, Bianca Araújo da Silva Lobo e Lucilene Seixas Barbosa, também foram vinculados a movimentações financeiras suspeitas.
Quatro assessores — Alex Souza da Silva, Bianca Araújo Dutra, David da Silva Gomes e Rômulo Kayky dos Santos Silva — foram afastados com suspensão de remuneração, após indícios de que desempenhavam funções incompatíveis com seus cargos e participavam do esquema criminoso.
Bloqueios e medidas cautelares
A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores de até R$ 6,1 milhões, divididos entre o vereador e os demais investigados. Também foram autorizados mais de 10 mandados de busca e apreensão em residências e locais funcionais, além da quebra de sigilos bancários e fiscais.
O processo ainda prevê a extração de dados eletrônicos e o compartilhamento das provas com a Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM).











