VÍDEO: 2ª fase da Operação Gatekeeper mira rota aérea do tráfico de drogas a partir do Aeroporto de Manaus

Ao todo, os agentes cumprem dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal, distribuídos entre endereços em Manaus e no município de Coari (a 363 quilômetros da capital).

Manaus (AM) – A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29/10), a segunda fase da Operação Gatekeeper. O objetivo da ação é desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico interestadual de entorpecentes por via aérea, com ponto de partida no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na zona Oeste de Manaus, e na lavagem de dinheiro oriunda do esquema.

Ao todo, os agentes cumprem dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal, distribuídos entre endereços em Manaus e no município de Coari (a 363 quilômetros da capital).

A decisão judicial determinou ainda o sequestro de oito veículos, o bloqueio de até R$ 31 milhões em ativos financeiros das contas dos investigados e a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de 15 pessoas físicas e jurídicas suspeitas de integrar o esquema.

Investigação Partiu de Apreensão na Capital
As apurações tiveram início em dezembro de 2024, após o desembarque e a prisão em flagrante no Aeroporto de Manaus de um passageiro que tentava embarcar para outro estado carregando cerca de 18 quilos de maconha do tipo skunk.

Na primeira etapa da operação, deflagrada pela PF em março de 2025, os investigadores rastrearam pelo menos 13 remessas de entorpecentes que saíram da capital amazonense rumo a outras regiões do país, somando mais de 150 quilos da droga. À época, quatro suspeitos foram indiciados e presos, incluindo um servidor da própria Polícia Federal, que acabou posteriormente condenado pela Justiça.

Esquema Logístico e Núcleo Financeiro
Nesta nova fase, a Polícia Federal identificou a rede de apoio responsável pela compra de passagens aéreas e cooptação de “mulas” para o transporte no terminal da capital amazonense.

A investigação alcançou também o braço financeiro do grupo. Segundo a PF, os criminosos movimentaram milhões de reais utilizando contas de “laranjas”, empresas de fachada e plataformas digitais para ocultar a origem ilícita dos valores. Os agentes constataram que, mesmo após as prisões ocorridas em 2025, a estrutura logística sediada no Amazonas continuava operando.

Os suspeitos responderão pelos crimes de tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, além do agravante pelo envolvimento de agente público.

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