Manaus (AM) – A Polícia Civil do Amazonas cumpriu, na manhã desta sexta-feira (6/11), um mandado de busca e apreensão na residência da professora Maria do Carmo Seffair (PL), no bairro Vieiralves, zona Centro-Sul de Manaus. Durante a operação, foram apreendidos um aparelho celular, um notebook e documentos que poderão ajudar a esclarecer a participação da ex-candidata ao Governo do Amazonas na divulgação de vídeos envolvendo a filha adolescente do governador eleito Omar Aziz (PSD).
A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) e apura a produção, manipulação e divulgação de imagens da adolescente nas redes sociais durante o período eleitoral.
Segundo o delegado Marcelo Martins, responsável pelo inquérito, os equipamentos terão os dados extraídos e passarão por análise técnica. A perícia deverá ajudar a identificar a origem dos conteúdos, como foram produzidos e compartilhados, além de possíveis registros de conversas e informações que permitam esclarecer a participação de cada investigado.
De acordo com o delegado, a investigação já identificou violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Nesta etapa, o objetivo é aprofundar o nível de participação de cada pessoa envolvida.
Entenda o conteúdo dos vídeos e a investigação
O caso começou após a circulação, durante a campanha eleitoral de 2026, de vídeos que associavam Omar Aziz a acusações de pedofilia. Um dos conteúdos utilizava uma imagem do político ao lado da filha, ainda criança, para sustentar as acusações.
A investigação apura possíveis crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, relacionados à utilização e divulgação indevida da imagem da adolescente e à violação de seus direitos à intimidade e à dignidade.
É importante esclarecer que as informações divulgadas até agora não apontam que o material apreendido seja conteúdo pornográfico. O foco da investigação é o uso da imagem da menor nos vídeos e a forma como esse conteúdo foi produzido e disseminado.
Defesa fala em perseguição política
A defesa de Maria do Carmo afirma que a ex-candidata é vítima de perseguição política e questiona a condução da operação. Em nota, os advogados alegam que garantias legais e prerrogativas da advocacia não teriam sido respeitadas durante o cumprimento do mandado.
Maria do Carmo também afirma que está tranquila, confia na Justiça e está disposta a colaborar com as investigações. Sua defesa sustenta que ela não tinha conhecimento prévio da publicação do vídeo.
A busca e apreensão foi realizada após o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) revogar uma liminar que havia suspendido temporariamente a ordem judicial. A decisão restabeleceu a autorização para a realização das diligências.
A investigação segue em andamento e ainda deverá esclarecer a responsabilidade individual dos envolvidos.











