Confira os nomes dos PMs e do guarda municipal presos suspeitos de estuprar indígena no Amazonas

Acusados foram presos na manhã deste sábado (26/7), após pedido de prisão preventiva do MPAM

Manaus (AM) – Após pedido de prisão preventiva do Ministério Público do Amazonas (MPAM), os policiais militares Claudemberg Lofiego Cacau, Osiel Freitas da Silva e Luiz Castro Rodrigues Júnior e o guarda municipal Mauricio Faba Nunes foram presos acusados de estuprar uma indígena da etnia Kokama, em Santo Antônio do Içá, no interior do Amazonas. 

Os PMs Sebastião Gomes de Melo, que está de férias, e Nestor Martin Ruiz Reategui, em missão, vão se apresentar à polícia nas próximas horas, conforme informações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPAM. 

Os mandados foram cumpridos por equipes das Polícias Civil e Militar nos municípios de Manaus, Tabatinga e Santo Antônio do Içá, onde os suspeitos ainda estavam em atividade. As prisões foram solicitadas no final da tarde de ontem (25/7), no âmbito no Procedimento Investigatório Criminal (PIC) instaurado pela Procuradoria-Geral de Justiça, e deferidos pelo juiz Édson Rosas.

Os policiais presos estavam em Tabatinga (1), Manaus (1) e Santo Antônio do Içá (1) — onde também estava o guarda municipal. Os dois policiais restantes, que devem se entregar nas próximas horas, estão em Tabatinga.

Nos pedidos de prisão preventiva, o MPAM argumentou risco à ordem pública, à integridade da vítima, à conveniência da instrução penal e à possibilidade de reiteração criminosa. Também foram requeridos o afastamento das funções públicas dos denunciados e a suspensão do porte de armas, com fundamento no art. 254 do Código de Processo Penal Militar.

No depoimento prestado ontem (25/7) às promotoras de Justiça Priscila Pini e Lilian Nara, a vítima confirmou os abusos, além de relatar atos de humilhação, tortura e intimidação por parte dos agressores. Ela também afirmou que, após ser transferida para a Cadeia Pública Feminina de Manaus, policiais militares foram até a casa de sua mãe, em Santo Antônio do Içá, para fazer ameaças, em tentativa de silenciar a vítima e a família.

Para a procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Nascimento Albuquerque, as prisões representam  um passo decisivo na responsabilização dos agentes envolvidos. “Estamos diante de uma violação extrema dos direitos humanos, praticada por aqueles que tinham o dever de proteger. O MPAM seguirá atuando com firmeza para garantir justiça à vítima, proteção à sua família e a punição de todos os culpados”, afirmou.

O processo criminal sobre o caso tramita em segredo de Justiça, a fim de garantir a segurança da mulher e a integridade da apuração dos fatos.

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