Empresário de Manaus é apontado como operador de esquema de R$ 9 milhões desarticulado pela PF

Investigações da Operação Reduto apontam que empresário utilizava firma sediada na capital amazonense para escoar recursos de fraudes e ‘rachadinha’.

Manaus (AM) – A deflagração da Operação Reduto pela Polícia Federal, na manhã desta quarta-feira (9/7), colocou o empresário Ivair Ferreira no centro de uma complexa investigação de corrupção interestadual. Apontado como um dos principais alvos dos mandados de busca e apreensão cumpridos em Manaus, ele é investigado por suspeita de integrar um esquema que movimentou ilegalmente mais de R$ 9 milhões em contratos públicos e desvios institucionais.

A ofensiva, que conta com o apoio estratégico da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público de Rondônia (MPRO), resultou no bloqueio judicial de R$ 9 milhões em bens, contas bancárias e criptoativos dos envolvidos, além do cumprimento de mandados na capital amazonense.

O papel de Ivair no escoamento do dinheiro
As investigações que miram o empresário começaram em 2024, após o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) emitir Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs). Os documentos técnicos detectaram uma movimentação de capitais atípica e incompatível com o faturamento real declarado pelas empresas do suspeito.

Segundo a Polícia Federal, Ivair controlava uma empresa sediada em Manaus que mantinha contratos vultosos com o poder público no estado de Rondônia. A suspeita é de que a estrutura empresarial na capital amazonense funcionasse como uma engrenagem essencial para a lavagem de capitais, ocultando a origem ilícita dos recursos arrecadados no estado vizinho.

Fraude e ‘rachadinha’ em duas frentes
O inquérito detalha que a associação criminosa na qual o empresário é investigado operava em duas frentes distintas, fraude a licitações e direcionamento de contratos públicos na cidade de Ariquemes (RO) e desvio de verbas por meio do recolhimento de parte dos salários de servidores comissionados na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO), prática popularmente conhecida como “rachadinha”.

“As medidas de busca e apreensão nos endereços ligados ao empresário Ivair em Manaus buscam recolher novas mídias digitais e documentos para rastrear o destino final do dinheiro desviado”, explicou a PF em nota oficial.

Os materiais coletados na residência e nos escritórios do empresário em Manaus foram apreendidos pela PF e serão submetidos à perícia técnica, com o objetivo de mapear se os valores obtidos de forma ilícita foram reinvestidos na economia local do Amazonas.

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