Manaus (AM) – Familiares e amigos de Gustavo, de 17 anos, realizaram uma manifestação na tarde deste sábado (10/1), na avenida Nhamundá, no centro de Manaus, para pedir justiça pela morte do adolescente, ocorrida no dia 30 de dezembro. O ato reuniu pessoas próximas à vítima, que cobraram esclarecimentos e rigor na apuração do crime.
Segundo relatos da família, Gustavo foi morto com um golpe de arma branca desferido pela ex-namorada, uma adolescente de 14 anos. O jovem teria sido atingido na região do abdômen e, após o ataque, foi trancado dentro da residência da suspeita, onde permaneceu agonizando até a morte, sem que socorro imediato fosse acionado.
Durante a manifestação, a irmã da vítima afirmou que o relacionamento era marcado por ameaças, agressões verbais e episódios de violência por parte da adolescente. De acordo com ela, Gustavo nunca teria reagido às agressões.
“Ela já vinha ameaçando que ia matar o meu irmão, que ia furar ele e quem estivesse com ele. E acabou cumprindo o que prometeu. Meu irmão nunca agrediu essa moça”, declarou.
A família contesta a versão de legítima defesa apresentada pela suspeita ao acionar a polícia. Para os parentes, o crime foi cometido de forma cruel, já que o jovem teria sido deixado ferido dentro da casa por várias horas, sem atendimento.
A mãe de Gustavo, Rita Cristina, também participou do ato e pediu que a adolescente permaneça apreendida. Abalada, ela classificou o crime como extremamente cruel.
“O que ela fez com o meu filho foi uma crueldade muito grande. Se ela tivesse pedido ajuda, meu filho poderia estar vivo. Eu teria perdoado, mas do jeito que foi, eu não perdoo”, disse.
Segundo a mãe, Gustavo era estudante, não tinha histórico de agressividade e era querido por amigos, colegas de escola e vizinhos. Ela relatou ainda que a adolescente apresentava comportamento possessivo e ciumento, chegando a ameaçar pessoas próximas ao jovem.
A suspeita foi apreendida na sexta-feira (2/1), na rodovia AM-070, ao tentar deixar Manaus. O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Amazonas. Familiares e amigos pedem que a apuração seja conduzida com rigor e que a morte do adolescente não fique impune.











