Filha de Deolane, tem crise ao saber da negativa do habeas corpus

Deolane
Deolane e Valentina – Foto: Reprodução/ Instagram

O relato emocionado de Martinha Girassol, amiga e funcionária da família de Deolane Bezerra, trouxe à tona uma questão que vai além da repercussão em torno da advogada: o impacto que situações familiares delicadas podem provocar na vida de uma criança.

Em lágrimas, Martinha contou que Valentina, de 10 anos, teria enfrentado uma forte crise de pânico e precisado de atendimento hospitalar. Conforme seu depoimento, a menina também teria quebrado diversos objetos dentro de casa durante o episódio. Isso ocorreu logo que a menina soube de mais um habeas corpus negado, ou seja, sua mãe continuará presa.

“Pelo amor de Deus. A Valentina teve uma crise de pânico, uma criança de 10 anos, com a mãe presa, ela [Valentina] está no hospital com crise. Ela quebrou a casa toda. Isso é demais, meu Deus do céu. É só uma criança, tanta gente ruim no mundo e essa perseguição com a Deolane? Tanta gente que conhecemos estão aí [soltas]. Alguém pode me responder? Por que ela tem que passar por tudo isso? Orem pela menina. A menina fez o aniversário e a mãe presa, ela nem teve a festinha dela”, desabafou.

A declaração provocou uma onda de manifestações nas redes sociais, com internautas demonstrando preocupação com a menina. Entre os comentários, muitos destacaram a importância de preservar as crianças de conflitos que envolvem os adultos. No entanto, diante da gravidade do relato, é importante distinguir a emoção provocada pelo depoimento dos fatos que ainda dependem de confirmação independente.

Bem-estar da criança no centro da discussão

Independentemente das opiniões sobre Deolane ou das acusações que pesam contra ela, a situação relatada chama a atenção para uma questão que merece ser tratada com responsabilidade: a saúde emocional de uma criança que enfrenta a ausência da mãe em circunstâncias difíceis. Aos 10 anos, compreender acontecimentos complexos e lidar com mudanças na rotina familiar pode representar um desafio significativo.

Isso não significa atribuir automaticamente a crise relatada a um único acontecimento ou estabelecer um diagnóstico sem avaliação profissional. O depoimento de Martinha apresenta uma versão dos fatos, mas não permite concluir, por si só, quais fatores desencadearam o episódio. Ainda assim, o relato reforça a necessidade de acolhimento, acompanhamento adequado e proteção da intimidade da menina.

Também é importante evitar que o sofrimento infantil se transforme em combustível para disputas nas redes sociais. Quando uma situação familiar ganha grande repercussão, existe o risco de a criança passar a ocupar o centro de debates e julgamentos que não escolheu protagonizar. Por isso, a exposição de detalhes pessoais exige cautela, sobretudo quando envolve saúde emocional e atendimento hospitalar.

Deolane e Valentina – Foto: Reprodução/ Instagram

Prisão de Deolane e morte de segurança aumentam a tensão

Deolane Bezerra está presa preventivamente desde 21 de maio de 2026, na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, em São Paulo, sob acusações de envolvimento em lavagem de dinheiro e organização criminosa ligada ao PCC. A defesa da advogada tem à frente os recursos cabíveis, e um novo julgamento de habeas corpus está previsto no Tribunal de Justiça de São Paulo para 27 de outubro.

Além da prisão, a família enfrenta o luto pela morte de Nego Jader, segurança pessoal e amigo próximo da influenciadora. Ele morreu em 14 de outubro, aos 40 anos, depois de seis dias de internação em estado grave. Conforme as informações divulgadas, ele foi hospitalizado após sofrer uma convulsão e apresentou complicações, entre elas líquido nos pulmões e comprometimento renal, com necessidade de diálise.

A soma de acontecimentos difíceis ajuda a compreender o contexto de tensão descrito por Martinha, embora não seja possível determinar, sem informações adicionais, a relação direta entre esses episódios e a crise atribuída a Valentina.

Neste momento, a prioridade deve ser o cuidado com a menina, com respeito à sua privacidade e sem transformar seu sofrimento em instrumento de defesa ou condenação de qualquer pessoa. As questões judiciais precisam seguir seus próprios caminhos, com base nas provas e nas garantias legais. Já a criança precisa de proteção, estabilidade e apoio emocional, independentemente dos desdobramentos do caso.



Fonte: O Fuxico

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