Manaus (AM) – Uma ação integrada das forças de segurança do Amazonas resultou na apreensão de mais de 1,3 tonelada de maconha do tipo skunk, avaliada em R$ 28 milhões, em uma comunidade rural de Novo Airão (a 115 quilômetros de Manaus). A droga pertencia a um grupo criminoso liderado por estrangeiros que utilizava a calha do Rio Negro para escoar os entorpecentes.
Durante a abordagem no sítio, localizado na comunidade do Aracati, dois suspeitos de nacionalidade estrangeira perceberam a chegada das equipes policiais e conseguiram fugir para o interior da floresta. Equipes da Polícia Civil e Militar mantêm buscas na região para localizar a dupla, enquanto a Justiça deve expedir mandados de prisão contra os envolvidos.
A apreensão foi o desfecho de um trabalho de inteligência de mais de três semanas focado no monitoramento de cidadãos estrangeiros que atuam no transporte de grandes remessas de drogas vindas da fronteira. A operação reuniu o Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), a Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (SEAI), a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), a delegacia de Novo Airão e a Polícia Militar.
No local apontado pelas investigações, os policiais encontraram a carga fracionada e escondida em quatro pontos estratégicos da mata. Devido ao difícil acesso e à densidade da vegetação, as equipes levaram cerca de 18 horas para retirar todos os fardos da propriedade.
Destino da Droga e Prejuízo ao Crime
Segundo a polícia, a droga chegou à calha do Rio Negro por via fluvial e seria escoada do Amazonas por rotas rodoviárias. O planejamento do grupo previa o abastecimento do mercado ilegal em Manaus e o envio do restante para estados do Nordeste, como Ceará e Paraíba.
O secretário de Segurança Pública, coronel Anézio Paiva, e o delegado-geral, Bruno Fraga, ressaltaram que a retirada da carga desarticula a estrutura financeira do grupo. Além de estancar a distribuição de entorpecentes para os bairros da capital e interior, a apreensão impede que o montante de R$ 28 milhões seja revertido no financiamento de armas e na disputa por territórios de tráfico.
A carga foi transferida sob forte escolta até Manaus, onde foram formalizados os procedimentos cartorários do caso. A Polícia Civil segue investigando a extensão da rede criminosa operada pelos estrangeiros na região.










