Giulia Gam revela excesso de medicamentos e mudança de vida

Giulia Gam

Giulia Gam fez um alerta sobre o uso de medicamentos psiquiátricos e os efeitos que o excesso de remédios provocou em sua vida. Em entrevista ao videocast “Conversa vai, conversa vem”, do jornal O Globo, a atriz contou que chegou a tomar uma combinação de substâncias que, em sua avaliação, comprometeu suas emoções e sua percepção de si mesma. A experiência a levou a buscar outros profissionais e rever o tratamento, em um processo que, conforme relatou, mudou sua relação com o próprio corpo e com a vida.

Durante a conversa, Giulia afirmou que passou por um período de medicação excessiva e aproveitou o espaço para fazer um alerta sobre a condução de tratamentos psiquiátricos. Ela ponderou que os medicamentos podem ser fundamentais em situações específicas, mas defendeu atenção aos efeitos e à duração do uso.

“Há diagnósticos sérios, específicos, onde a medicação ajuda brutalmente, estabiliza a pessoa e tal”, afirmou. Em seguida, explicou que, em sua experiência, os remédios também reduziram sua capacidade de sentir e refletir sobre as causas do sofrimento.

“Ele embota o sentimento, não deixa que se pense na origem daquilo e como resolver”, declarou. A atriz também descreveu a combinação de medicamentos como um verdadeiro “frankenstein”, em referência ao acúmulo de substâncias e às mudanças nas prescrições ao longo do tempo.

“E você não decide mais nada porque não sente mais nada. Perde um pouco a identidade”, contou.

Giulia buscou ajuda para rever o tratamento

Diante do desconforto, a atriz decidiu procurar uma endocrinologista para avaliar seu metabolismo e uma psiquiatra que, segundo ela, ouviu suas queixas com atenção. Giulia relatou que pediu para retirar os medicamentos porque não estava se sentindo bem com o tratamento.

Na entrevista, ela afirmou que não havia recebido diagnóstico de depressão, transtorno bipolar ou borderline e que desejava experimentar uma vida sem aquela medicação. Conforme contou, a médica concordou em acompanhar o processo de retirada gradualmente, observando como ela reagiria.

A mudança começou em novembro do ano anterior à entrevista. Inicialmente, Giulia imaginava que o processo levaria pelo menos dois anos, mas, segundo seu relato, a evolução foi mais rápida do que esperava.

Atriz fala sobre corpo, dor e emoções

Giulia também contou que utilizava pregabalina por causa de uma hérnia. Como o medicamento pode provocar efeitos no sistema nervoso, ela relatou que, ao interromper o uso, voltou a perceber dores e outros sinais físicos que antes não identificava da mesma maneira.

A experiência fez com que passasse a prestar mais atenção às respostas do próprio corpo. “Dor é um sinal do corpo, né? Não adianta tirá-la, ela está te avisando alguma coisa”, afirmou.

A atriz relacionou essa percepção ao trabalho de interpretação, no qual as emoções também se manifestam fisicamente. Para ela, o corpo responde às situações vividas em cena, mesmo quando a pessoa sabe que está diante de uma situação fictícia.

‘Vivo esse renascimento mesmo’, afirma Giulia Gam

Ao falar sobre o momento atual, Giulia contou que concluiu a retirada dos medicamentos e descreveu a fase como uma transformação pessoal. “Toda. E aí vivo esse renascimento mesmo, sou outra pessoa. Estou muito feliz”, declarou.

A atriz também refletiu sobre a busca por equilíbrio diante das oscilações naturais da vida. “Na vida, a gente tem que entender que é o yin e yang, em cima e embaixo. Mas se eu puder ter um caminho do meio… Estou buscando o equilíbrio”, afirmou.

Com bom humor, ela ainda brincou sobre as incertezas que podem surgir depois de uma mudança tão significativa. “Mas não sei se depois desse renascimento, vai ter Primeira Guerra Mundial, entendeu?”, disse, arrancando uma reação bem-humorada durante a entrevista.

O relato de Giulia chama atenção para a importância de avaliar os efeitos dos medicamentos e manter o acompanhamento profissional. A experiência individual da atriz, entretanto, não representa uma regra para todos os pacientes: decisões sobre início, ajuste ou retirada de medicamentos psiquiátricos devem ser tomadas com orientação médica, já que a interrupção inadequada pode trazer riscos.



Fonte: O Fuxico

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