Homem é baleado pela Rocam no bairro Raiz, em Manaus, após apontar arma de brinquedo contra policiais

Suspeito tentou se esconder em comércio e correu 200 metros ferido no peito; familiares afirmam que ele tem deficiência intelectual e contestam ação.

Manaus (AM) – Um homem de 25 anos foi baleado no lado esquerdo do peito por policiais militares da Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) durante uma abordagem realizada na tarde desta terça-feira (28/7), na rua Couto do Vale, bairro Raiz, zona Sul de Manaus. Segundo a Polícia Militar do Amazonas (PMAM), a intervenção ocorreu após denúncias de que o suspeito estaria intimidando moradores na via pública portando uma suposta arma de fogo.

De acordo com o relato da corporação, a equipe realizava motopatrulhamento pela área quando foi acionada por populares, que descreveram o homem como estando sem camisa e vestindo bermuda azul. Ao chegarem ao endereço citado, os agentes localizaram o indivíduo com as mesmas características.

A PM informou que, ao notar a presença dos policiais, o jovem tentou se abrigar em um estabelecimento comercial próximo. Durante a tentativa de abordagem, ele teria resistido às ordens, mantido uma das mãos escondida e, subitamente, apontado o objeto em direção à guarnição.

Diante da ameaça percebida, um dos policiais efetuou um disparo para conter o suspeito. Mesmo atingido na região do tórax, o homem correu por cerca de 200 metros antes de ser alcançado e contido pelos PMs. Após a imobilização, verificou-se que o objeto utilizado tratava-se de um simulacro de revólver.

Atendimento Médico e Contestação da Família
A equipe prestou os primeiros socorros no local e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O homem foi encaminhado ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, onde deu entrada em estado de saúde estável, aguardando avaliação e procedimento cirúrgico. A réplica de arma de fogo foi entregue no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) para o registro do caso.
Em contrapartida à versão oficial da Polícia Militar, familiares e vizinhos do jovem contestam o desfecho da intervenção. De acordo com os parentes, o rapaz possui deficiência intelectual conhecida na comunidade e não tinha intenção de confrontar os policiais, motivo pelo qual pedem a apuração da conduta da equipe militar durante a ação.

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