Investigado por agiotagem e extorsão contra servidores do TJAM é levado a audiência de custódia em Manaus

Com três mandados em aberto, Gustavo da Silva Albuquerque teria ameaçado metralhar casa de servidora, intimidado delegado e negado ser conselheiro de facção.

Manaus (AM) – Gustavo da Silva Albuquerque foi conduzido, na manhã desta quarta-feira (29/7), para audiência de custódia no Fórum Henoch Reis, em Manaus. A sessão analisará a legalidade da sua prisão e determinará se o investigado permanecerá detido. Com três mandados de prisão em aberto, Gustavo é apontado pela Polícia Civil como operador de um esquema de agiotagem e extorsão violenta voltado contra servidores públicos no Amazonas, além de responder por suposta integração em organização criminosa.

Na chegada à unidade policial, o suspeito foi questionado por repórteres sobre a posição de liderança em uma facção e sobre a autoria de áudios de ameaças. Em resposta, declarou apenas: “Conselheiro não. Está com uma narrativa falsa”, sem prestar esclarecimentos sobre as gravações que integram o inquérito.

Ameaças de Morte e Coação a Servidora
De acordo com o inquérito policial, uma das linhas de investigação aponta que Gustavo emprestou quantia superior a R$ 500 mil a uma servidora do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Com o atraso e a interrupção no pagamento dos juros abusivos, o homem teria iniciado uma rotina de intimidações contra a mulher e seus familiares.

Nas gravações sob perícia, o investigado utiliza o nome de uma facção criminosa para causar terror psicológico nas vítimas, com promessas de metralhar a residência da servidora e atacar veículos vinculados ao Poder Judiciário. Além disso, ao dar entrada na delegacia, Gustavo teria intimidado o delegado Cícero Túlio, afirmando ter conhecimento do endereço residencial e de detalhes da vida privada da autoridade policial.

Procedimentos na Justiça
Na audiência de custódia, o juiz responsável avaliará a manutenção da prisão preventiva, eventual concessão de liberdade provisória ou aplicação de medidas cautelares alternativas. A etapa não julga o mérito das acusações.

Enquanto Gustavo permanece à disposição do Poder Judiciário, a Polícia Civil dá prosseguimento às diligências para apurar a origem dos montantes movimentados no esquema de agiotagem, a identificação dos cobradores e o possível envolvimento de outros suspeitos na rede de extorsão.

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