Homem que perseguiu ex de Pernambuco ao Amazonas é preso em Nova Olinda do Norte

Suspeito invadiu residência e tentou estuprar a vítima após ela fugir de outro estado para escapar das agressões; homem já tinha histórico de violência doméstica.

Nova Olinda do Norte (AM) – A Polícia Civil do Amazonas, por meio da 47ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), prendeu em flagrante na manhã desta sexta-feira (6/02) um homem de 32 anos acusado de uma série de crimes brutais contra sua ex-companheira. A prisão ocorreu no município de Nova Olinda do Norte (a 135 quilômetros de Manaus), após o agressor invadir a casa da vítima e tentar violentá-la.

O crime, que envolve lesão corporal, violência psicológica e tentativa de estupro, foi o ápice de um histórico de perseguição que atravessou fronteiras estaduais.

De acordo com os investigadores, o suspeito estava afastado há alguns dias, mas invadiu a residência da mulher durante a madrugada. Ao ser confrontado e informado de que não poderia ficar no local, o homem reagiu com extrema violência.

O suspeito imobilizou a vítima pelos braços e anunciou que a forçaria a manter relações sexuais.

Em um momento de resistência, a mulher conseguiu se desvencilhar do agressor e correu para a casa de sua mãe, onde buscou abrigo antes de procurar as autoridades.

As investigações revelaram um histórico alarmante de stalking (perseguição). A vítima já possuía uma medida protetiva de urgência contra o homem no estado de Pernambuco, no Nordeste do país.

Na tentativa desesperada de se livrar das ameaças, ela decidiu retornar ao Amazonas. No entanto, o agressor não aceitou o fim do relacionamento e viajou milhares de quilômetros até Nova Olinda do Norte para continuar o ciclo de violência.

Prisão e Enquadramento
Após o relato da vítima, os policiais civis localizaram o homem em sua residência. Ele foi autuado em flagrante por tentativa de estupro; lesão corporal; e violência psicológica.

O suspeito passará por audiência de custódia e permanecerá custodiado, à disposição do Poder Judiciário. A rápida intervenção da 47ª DIP foi crucial para evitar que o histórico de perseguição terminasse em feminicídio.

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