Justiça mantém prisões preventivas no Caso Djidja e rejeita pedidos de defesa

Magistrada considera regularidade processual e risco à ordem pública na investigação sobre uso de cetamina que levou à morte de ex-sinhazinha de Parintins.

Manaus (AM) – A juíza Roseane do Vale Cavalcante Jacinto, da Comarca de Manaus, decidiu manter as prisões preventivas dos investigados no Caso Djidja Cardoso, rejeitando todos os pedidos de revogação ou substituição feitos pelas defesas dos acusados. A magistrada afastou a alegação de excesso de prazo, afirmando que o processo tramita regularmente, em razão da complexidade, do volume de provas e do número de réus envolvidos.

Na decisão, proferida nesta semana, a juíza ressaltou que seguem presentes os requisitos legais para a manutenção da prisão preventiva, como risco à ordem pública e indícios suficientes de autoria e materialidade dos crimes, além da possível prática reiterada de delitos relacionados ao uso e distribuição de cetamina, substância investigada após a morte de Djidja Cardoso.

As defesas haviam solicitado a substituição das prisões por medidas cautelares diversas, incluindo monitoramento eletrônico e prisão domiciliar, além da retirada de tornozeleiras eletrônicas para alguns réus. Todos os pedidos foram integralmente rejeitados pela juíza, que considerou as alternativas insuficientes para assegurar a ordem pública e o regular andamento do processo.

A investigação ganhou repercussão nacional depois que Djidja, ex-sinhazinha do Festival de Parintins, foi encontrada morta em Manaus sob suspeita de complicações associadas ao uso da droga cetamina, utilizada de forma ilícita fora do meio veterinário.

O processo agora segue em fase final, com as defesas ainda podendo apresentar a última manifestação antes da sentença, conforme destacado na decisão judicial.

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