Manaus (AM) – Nove pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (29) durante a “Operação Militia”, deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM). Entre os detidos estão quatro policiais militares lotados na Força Tática, além de outros PMs de diversas Companhias Interativas Comunitárias (Cicoms) e um perito da Polícia Civil. Eles são suspeitos de integrar uma milícia que atuava em crimes como roubo, extorsão e abuso de autoridade na capital.
A operação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com o apoio da Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial (PROCEAP). Ao todo, foram expedidos 16 mandados judiciais, incluindo prisões preventivas e mandados de busca e apreensão.
Os principais alvos da ação são policiais ligados à Força Tática, unidade especializada do Comando de Policiamento Metropolitano (CPM). A sede da corporação, localizada no bairro Praça 14 de Janeiro, zona sul de Manaus, foi um dos principais pontos de cumprimento de mandados. Equipes do MP, com o apoio de viaturas e agentes, realizaram buscas nas dependências da unidade logo nas primeiras horas do dia.
A investigação aponta que os envolvidos utilizavam suas posições dentro das forças de segurança para operar como uma organização criminosa com estrutura de milícia, atuando de forma clandestina para obter ganhos financeiros à custa da intimidação e exploração da população civil.
O material apreendido durante a operação está sendo analisado na sede do MPAM, localizada no bairro Ponta Negra. O Ministério Público convocou coletiva de imprensa para apresentar os detalhes das investigações e esclarecer a extensão da rede criminosa instalada dentro das corporações.
A “Operação Militia” evidencia um problema grave: o infiltramento de grupos milicianos nas estruturas da segurança pública do Amazonas, com servidores públicos utilizando fardas e credenciais institucionais para exercer atividades criminosas. O MP reforça que seguirá atuando para desmantelar essas estruturas e garantir que crimes cometidos por agentes do Estado sejam tratados com o mesmo rigor da lei.
O caso segue sob investigação, e mais desdobramentos devem ser divulgados nas próximas horas pelo MP.









