Operação Metástase: Três servidores são presos e vice-presidente da Jucea é afastado do cargo

Ação também afasta mais seis servidores públicos dos cargos e investiga fraudes milionárias na saúde

Manaus (AM) – A nova fase da Operação Metástase, deflagrada nesta quinta-feira (16/10) pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), resultou na prisão de três servidores públicos e no afastamento de sete, entre eles o vice-presidente da Junta Comercial do Estado do Amazonas (Jucea), Edmundo Ferreira Brito Netto.

A ação faz parte de um conjunto de medidas para desarticular um esquema de desvio de recursos públicos, corrupção e fraudes em licitações na área da saúde, com foco em unidades como o FCecon, a Maternidade Balbina Mestrinho e a Maternidade Nazira Daou.

Servidores presos

Foram presos Gabriel Henrique Silva de Souza, gerente do setor de liquidação de contas da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon); Rafaela Faria Gomes da Silva, diretora da Maternidade Balbina Mestrinho; e Andréa Castro, ex-diretora da Maternidade Nazira Daou e ex-gestora da Maternidade Dr. Antenor Barbosa.

Afastamentos e bloqueios

Além das prisões, o MPAM determinou o afastamento de sete servidores públicos, entre eles Edmundo Ferreira Brito Netto, vice-presidente da Jucea. Outras medidas incluem suspensão de contratos, quebra de sigilo telefônico e bloqueio de bens e valores que somam R$ 1.014.892,65.

Esquema criminoso

De acordo com o MPAM, as investigações apuram corrupção ativa e passiva, fraude à licitação, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O nome Metástase faz referência à expansão do esquema por diferentes órgãos e unidades de saúde, comprometendo o funcionamento do sistema público.

As medidas visam impedir a continuidade das irregularidades, garantir a preservação de provas e responsabilizar os envolvidos — tanto agentes públicos quanto empresários beneficiados pelo esquema.

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