Policiais militares resistem à transferência durante operação em presídio da PM em Manaus

Manaus (AM) – Policiais militares que estão custodiados no antigo núcleo prisional da Polícia Militar do Amazonas, na zona norte da capital, se recusaram a deixar a unidade durante uma operação de transferência realizada na manhã desta terça-feira (12).
FOTO: Denivaldo Oliveira

Manaus (AM) – Policiais militares que estão custodiados no antigo núcleo prisional da Polícia Militar do Amazonas, na zona norte da capital, se recusaram a deixar a unidade durante uma operação de transferência realizada na manhã desta terça-feira (12).

A ação faz parte da operação “Sentinela Maior”, conduzida pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), em parceria com a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). A medida prevê a remoção de cerca de 70 custodiados para uma nova unidade prisional.

A movimentação ocorreu sob forte esquema de segurança e gerou tensão na área externa do presídio, onde familiares, advogados e representantes de associações acompanharam a operação.

O advogado Henrique Vasconcelos afirmou que as defesas dos policiais não foram oficialmente comunicadas sobre a transferência. Segundo ele, havia apenas rumores sobre possíveis mudanças após episódios envolvendo supostas tentativas de fuga de presos militares.

“Em nenhum momento a defesa foi formalmente informada sobre essa transferência”, declarou.

Ainda conforme o advogado, houve dificuldade de acesso ao local durante o procedimento, o que teria impedido o acompanhamento da ação por parte da defesa.

O presidente da Associação das Praças da Polícia e Bombeiro Militar do Amazonas (APBMAM), Gutemberg Silva de Oliveira, também criticou a operação e afirmou que a categoria teme pela integridade física dos policiais caso eles sejam encaminhados para presídios comuns.

Segundo ele, os militares possuem direito à prisão especial, conforme previsto no artigo 295 do Código de Processo Penal.

“Colocar policiais em unidades comuns representa um risco real à vida deles”, afirmou.

Gutemberg destacou ainda que muitos dos custodiados participaram de operações e prisões ao longo da carreira, o que poderia torná-los alvos dentro do sistema penitenciário.

Até o momento, os órgãos envolvidos na operação não divulgaram detalhes sobre o destino dos presos transferidos nem sobre eventuais medidas adotadas após a resistência registrada durante a ação.

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