Manaus (AM) – A deputada estadual Mayra Dias (PSD) voltou a usar a tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), nesta terça-feira (22/9), para cobrar providências do Governo do Estado diante do avanço das queimadas e da forte fumaça que encobre Manaus e a Região Metropolitana. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que o Amazonas registrou 2.384 focos de incêndio entre 1º e 19 de setembro, um salto de 282% em comparação ao mesmo período de 2025.
Durante seu discurso, a parlamentar alertou que a crise ultrapassou os limites ambientais e se consolidou como uma emergência de saúde pública, afetando principalmente crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias. “Já tem dias que Manaus e a região metropolitana acordam com o céu tomado pela fumaça e é preciso realmente olhar para isso com prioridade”, declarou Mayra, lembrando que já havia alertado o Poder Executivo sobre a necessidade de ações preventivas ainda no mês de maio.
Cobrança por estrutura e efetivo
A deputada questionou a aplicação dos recursos e investimentos anunciados pelo Estado para o combate aos incêndios florestais, cobrando transparência sobre o quantitativo de equipes, equipamentos e drones em operação. “A gente vê que não está tendo resultado. É preciso realmente estruturar o órgão para que possa estar dando o resultado que precisa para evitar essa fumaça”, cobrou. Como solução imediata para o déficit de pessoal, Mayra defendeu a convocação dos aprovados no último concurso do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas.
Histórico de alertas e legislação
Mayra Dias ressaltou que as cobranças em relação ao tema vêm sendo feitas desde o início do ano. A parlamentar é autora da Lei nº 7.331/2025, que estabelece diretrizes para a conscientização, prevenção e combate às queimadas no estado, e do Requerimento nº 3.617/2026, no qual formalizou o pedido de reforço nas ações de monitoramento e contenção dos focos de fogo.
Ao concluir o pronunciamento, a deputada reiterou a necessidade de uma resposta rápida e efetiva para amenizar os impactos do clima seco e da poluição na vida da população manauara e do interior. “Não é um problema só em relação à fumaça, mas à saúde daquelas pessoas que já passam por esse período”, finalizou.












