No Amazonas, Lei ‘Colo para Mãe’ prioriza saúde mental de mulheres na maternidade

Nova legislação garante ações permanentes de acolhimento e prevenção voltadas a gestantes, puérperas, tentantes e mães adotivas
De autoria da deputada estadual Mayra Dias, nova legislação já está em vigor no Amazonas

Manaus (AM) – Foi sancionada no Amazonas a Lei nº 7.568/2025, que institui a Campanha Estadual Permanente “Colo para Mãe”, voltada à promoção da saúde mental materna em todas as suas fases. De autoria da deputada estadual Mayra Dias (Avante), a nova legislação tem como foco o acolhimento, a prevenção e o cuidado com gestantes, puérperas, tentantes e mães adotivas no estado.

A iniciativa prevê ações educativas, rodas de conversa, mutirões de atendimento psicológico, distribuição de materiais informativos e seminários, com o objetivo de combater o sofrimento emocional que muitas mulheres enfrentam durante e após a gestação.

Segundo a parlamentar, a lei responde a um problema real e urgente. “A maternidade não pode ser sinônimo de sofrimento silencioso. Precisamos falar sobre saúde mental materna e garantir que toda mãe tenha acesso ao cuidado que merece”, destacou Mayra Dias.

Estudos apontam que uma em cada quatro mulheres desenvolve depressão pós-parto. Em muitos casos, os sinais surgem ainda na gestação, mas são negligenciados. A lei busca romper esse ciclo de invisibilidade, incentivando o diagnóstico precoce e o apoio contínuo.

A implementação da campanha ficará sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), podendo ser executada em parceria com instituições de ensino, entidades civis e o setor privado, fortalecendo a rede de apoio à maternidade no Amazonas.

Além de promover o autocuidado, a legislação estabelece a capacitação de profissionais da saúde para identificar sinais de sofrimento psíquico e agir com acolhimento, empatia e orientação adequada.

Com a sanção da “Colo para Mãe”, o Amazonas dá um passo importante no reconhecimento da saúde mental como parte essencial da saúde materna — um cuidado muitas vezes deixado à margem, mas que agora passa a ser política pública permanente.

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