Trabalhadores da construção civil paralisam atividades e protestam em avenida de Manaus

Categoria cobra reajuste salarial, plano de saúde e pagamento correto de horas extras; manifestantes marcharam rumo ao Ministério do Trabalho após impasse com sindicato patronal.

Manaus (AM) – Trabalhadores da construção civil cruzaram os braços e realizaram uma grande manifestação na manhã desta sexta-feira (17/7), ocupando a Avenida Rodrigo Otávio, zona Leste de Manaus. A mobilização, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, marca o início de um movimento grevista motivado pelo impasse nas negociações de reajuste e benefícios com o sindicato patronal.

Segundo a categoria, os operários decidiram suspender as atividades após o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) não apresentar nenhuma proposta que atendesse às reivindicações mínimas da classe para o acordo coletivo.

Pauta de reivindicações da categoria
Os manifestantes afirmam que o movimento busca dignidade, valorização profissional e a garantia de direitos que vêm sendo negligenciados pelas empresas do setor. Entre os principais pleitos da categoria estão reajuste salarial real; fornecimento de cesta básica considerada adequada; inclusão de plano de saúde e plano odontológico; pagamento correto e integral das horas extras trabalhadas; e garantia e ampliação de direitos trabalhistas gerais nos canteiros de obras.

Durante o ato na via pública, lideranças sindicais criticaram a postura dos empresários, alegando que o setor patronal tem se mostrado inflexível e sem disposição para ceder aos reajustes solicitados.

Apoio político e marcha até o Ministério do Trabalho
O protesto contou com a presença do subsecretário executivo de Projetos da Prefeitura de Manaus, Sassá da Construção Civil (PT). Historicamente ligado à base sindical da categoria, o representante público acompanhou a caminhada e reforçou o apoio institucional às demandas dos operários.

Após concentrarem as forças na Avenida Rodrigo Otávio, os trabalhadores iniciaram uma marcha em direção à sede da Superintendência Regional do Trabalho (antigo Ministério do Trabalho), em Manaus. No local, a comissão pretende oficializar o pedido de mediação do órgão federal para forçar uma rodada de negociações e tentar destravar o impasse com o Sinduscon.

Alerta para atrasos em obras públicas e privadas
A continuidade da paralisação acende um sinal de alerta para o setor imobiliário e de infraestrutura na capital amazonense. Caso patrões e empregados não cheguem a um consenso nos próximos dias, o movimento grevista pode provocar atrasos significativos nos cronogramas de grandes empreendimentos privados e também em obras públicas municipais e estaduais que dependem da mão de obra operária.

A categoria garantiu que permanecerá mobilizada e com braços cruzados até que uma proposta satisfatória seja formalizada. Até o fechamento desta matéria, o Sinduscon não havia emitido posicionamento oficial sobre as reivindicações e a greve. O espaço segue aberto para manifestação da entidade patronal.

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